| Dicas na Alimentação da Criança Vegetariana |
| 05-Out-2008 | |
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Esse texto foi escrito com o objetivo de fornecer informações básicas para pais que têm filhos vegetarianos.
Autor: Dr Eric Slywitch Algumas orientações para mães com crianças vegetarianas pequenas, especialmente nos 2 primeiros anos de vida:
Se o seu pediatra é contra a dieta vegetariana, saiba que existem outros que são plenamente favoráveis a essa opção. A junção do pediatra com um médico nutrólogo ou nutricionista que prescreva a dieta vegetariana é uma opção bastante segura.
Caso a mãe não tenha um bom nível sangüíneo e uma boa ingestão da vitamina B12 ou por algum motivo não queira ou não possa utilizar suplementos dessa vitamina ela deve ser ofertada diretamente ao bebê (existem xaropes no mercado com vitamina B12, desenhada para bebês e crianças).
Crianças veganas devem receber alimentos enriquecidos ou suplementos na forma de comprimidos ou xaropes. A injeção é uma possibilidade, mas não deve ser a primeira escolha.
Crianças ovo-lacto-vegetarianas ou lacto-vegetarianas podem não precisar de suplemento de B12, mas convém, além de quantificar a B12 ingerida, dosar os níveis sanguíneos de marcadores de deficiência dessa vitamina.
Durante toda a fase de introdução de alimentos, assim como na infância, deve-se avaliar a vitamina B12, mantendo-se a suplementação.
Como eu conduzo:
-SEMPRE solicito as dosagens laboratoriais de marcadores de deficiência de vitamina B12. Lembre-se de que manutenção é uma coisa; tratamento da deficiência é outra. Muitas vezes é necessário elevar os níveis da vitamina com doses elevadas e fazer a sua manutenção com o suplemento habitual. Avaliação por meio de exames laboratoriais é fundamental!! Não deixe de fazer os exames só porque utiliza o suplemento.
O leite materno é uma alimento especialmente "desenhado" para o bebê. Na impossibilidade de utilização do leite materno, há diversas fórmulas no mercado desenhadas especialmente para a sua substituição. São elas que devem ser utilizadas e nunca misturas improvisadas. As fórmulas específicas têm composição definida de nutrientes (em termos quantitativos e qualitativos). O médico ou nutricionista deve indicar o seu uso quando necessário.
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que toda criança dos 6 meses aos 2 anos de idade receba suplementação de ferro, devido ao elevado índice de anemia nessa faixa etária.
Crianças prematuras devem iniciar a suplementação mais precocemente. A verificação por meio de exames laboratoriais é fundamental. Deve ser avaliada não apenas os níveis de hemoglobina, mas também de ferritina.
Deficiência de zinco pode ocasionar redução da velocidade de crescimento, diarréia e infecções em crianças. É importante saber que pode ocorrer deficiência de zinco mesmo com exames laboratoriais apontando níveis de zinco na faixa de normalidade.
Apesar da exposição aos raios solares ser uma forma de adequação da vitamina D, sugiro não confiar nessa via de obtenção da vitamina. A minha experiência de consultório demonstra elevado índice de deficiência de vitamina D em pessoas que confiam apenas no sol para a obtenção da vitamina D. Sugiro sempre dosar os níveis sangüíneos dessa vitamina.
Não utilize o mel até o final do primeiro ano de vida.
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